Entrevistas

Entrevista Especial com o Coach Valter Rodrigo

Formado em Análise de Sistemas, ele resolveu trilhar o caminho do empreendedorismo e se transformou em empresário nos ramos automotivo e educacional. Fez EMPRETEC e MBA em Gestão Empresárial, e aos 35 anos, resolveu se afastar da direção de suas empresas para se dedicar a função de coach. Marido da Tajha e pai do Lorenzo, meu entrevistado de hoje é o Coach Valter Rodrigo.

Vini: Por que um empresário bem sucedido resolve virar o jogo e ser coach?

VR: Então, na verdade, Vini, fazer o curso de coach foi um presente que eu me dei aos 35 anos. Eu me identifiquei muito com a profissão. É uma coisa que tá muito alinhada com meu padrão de vida, que é ajudar as pessoas. Eu encontrei nessa atividade algo que me dá muito prazer.

Vini: Mas o que é coach, essa profissão… é profissão, né?

VR: Eu abordei como profissão, pois hoje já temos muitos profissionais atuando como coach, mas não é uma profissão regularizada no Brasil. Importante dizer isso, mas por pouco tempo, pois vemos que a gente está evoluindo tanto com essa ferramenta que é indispensável hoje nas empresas e organizações, até na vida das pessoas. Eu acredito que por pouco tempo, mas não é regulamentada no Brasil.
Existem instituições que estão formando coaches aqui no Brasil, que estão atuando. Então, a gente vê que isso é por pouco tempo, essa formalização, vamos dizer assim.

Vini: Quanto tempo dura um acompanhamento com um coach? Como funciona?

VR: Hoje a gente tem uma diversificação muito grande desse conceito, então é importante que a gente esclareça isso aqui para o telespectador. Então, o quê seria o coach? O coach, na verdade, é uma metodologia, que foi testada, de desenvolvimento humano. Qual é a função do coach, o objetivo? É apoiar as pessoas através de ferramentas e de técnicas para tornar aquelas pessoas mais produtivas, para elas alcançarem uma meta.

Vini: Mas eu já ouvi assim,: “Ah, o coach é um terapeuta”, “O coach é só um motivador” e “Ah, você vai ter que ter um cara o resto da sua vida ao seu lado, porque é tipo um tratamento que não tem fim, é tipo um acompanhamento.” É isso mesmo?

VR: Não, é importante dizer que o coach não trata o seu cliente como paciente, quem faz isso é um terapeuta, um psicólogo. São técnicas que se complementam, mas são focos totalmente distintos. A abordagem é totalmente diferente. Vamo lá… Se a gente pudesse dar uma comparada do processo terapêutico com o processo de coaching, a gente poderia focar no seguinte: no processo terapêutico, o profissional foi treinado, capacitado para cuidar de traumas, o quê aconteceu no passado e que trouxe o paciente a uma barreira que tem que ser resolvida agora no presente, e o profissional da área tem habilidade para isso. Ele poderia usar métodos de coaching no processo? Sim, poderia, mas o coach nunca pode entrar na área do terapeuta.

Vini: Teve uma novela que falou do coach como um terapeuta, e a gente também sabe que alguns coaches, inclusive famosos, hoje no Brasil, acabam levando muito um ar de motivação, de um curso motivacional para dentro da área coach. Essa novela e esses profissionais acabam gerando essa confusão na cabeça das pessoas? É isso?

VR: Sem dúvida, a abordagem, inclusive dessa novela, foi algo que trouxe certo desconforto dentro

da comunidade, porque abordou de forma totalmente equivocada. Aquilo que vocês viram não é coach, as técnicas que foram utilizadas não podem ser utilizadas por um coach, não é nada daquilo. Como você falou de motivação, vale a pena a gente deixar um alerta: se você entrar numa sessão de coach, e o coach estiver motivando aquele cliente, isso não é coach. A essência do coach é não motivar, ele gera a motivação, e isso tem uma certa diferença. Então através do estímulo ele consegue gerar uma reflexão naquele cliente e ele se motiva, baseado nos seus valores, na sua crença, no seu estilo de vida. Então a gente pega esse gancho de como aquilo é importante e gera a motivação, porque a motivação por si só, ela não é duradoura, ela é pontual.

Vini: Mas explica pra gente, a sessão de um coach é parecida com a sessão de um terapeuta, de um treinador de um time, ou não, é um bate-papo informal? Como funciona?

VR: Como funciona, vamo lá. É parecida, mas por quê? Porque os dois chegam em um cliente diferentes de um profissional com alguma demanda, algum anseio, mas digamos, como é que funciona uma sessão de coach? Você vai em busca de um profissional. Por que você vai buscar um profissional? Porque você tem um objetivo específico, porque você não tem um objetivo ou está sem foco. Então dentro de uma sessão: começa com um inventário da vida da pessoa, que são perguntas para começar a fazer o levantamento sobre o que nós consideramos o estado atual dele. Quais são os recursos que ele tem? Quais são as barreiras? Onde ele está se autossabotando para não conseguir aquele objetivo? Então a gente faz aquele histórico da vida. É como se fosse possível ele fazer um voo panorâmico sobre a vida dele, olhar de uma forma ampla. E ali ele vai olhar todos esses fatores. Feito isso, a gente começa a trabalhar no que ele quer. Qual a sua meta? Onde ele quer chegar com isso? Quais são seus objetivos? E aí, o que a gente considera também, o estado desejado. Então pense no seguinte: se você conseguiu desejar, conseguiu estabelecer onde você está e onde você quer chegar, aí que começa o show, que a gente chama de plano de

ação. O quê você vai fazer, baseado no que você tem de recursos, na sua crença, no seu estilo de vida, no seu perfil comportamental? O quê você precisa mudar para alcançar aquele objetivo de uma forma mais eficaz, de uma forma mais rápida, com alta performance? E aí, a gente consegue fazer isso. Toda sessão, a gente gera planos de ação para que aquele cliente possa se aproximar da sua meta.

Vini: Qual é o tipo de cliente que procura um coach? E esse cliente sempre procura uma orientação voltada para o mundo empresarial ou às vezes é para a vida pessoal?

VR: Eu sou formado em Life Coach. É importante dizer que existem várias abordagens do coach. Então, tem o coach de carreira, tem o coach profissional e tem o life coach. Eu sou formado hoje em life coach, que é o que, o “coach de vida”, aquele profissional em que as pessoas vão por diversos motivos. Exemplo: “Valter, eu tô num processo de mudança, tô com uma meta desafiadora, preciso de uma pessoa que me apoie”, ou “Estou sem meta.” É importante dizer também que a pessoa não sabe o quê quer. Às vezes chegam para uma sessão de coach e não sabem o quê querem.

Vini: Como se fosse uma orientação vocacional para achar um caminho, para descobrir o quê fazer?

VR: Exatamente. Um propósito.

Vini: Vocês também fazem esse tipo de abordagem: ajudar a pessoa a descobrir para quê ela nasceu, qual a finalidade dela nessa estrutura louca que a gente vive?

VR: Olha, eu tenho uma cliente que é uma dona de casa, tem um esposo que já é bem-sucedido, os filhos formados na faculdade, já estão encaminhados. Inclusive, um estuda até fora do país. E ela me procurou: “Olha, Valter, está tudo certo na minha vida, mas eu preciso encontrar um propósito. Fazer algo que me dê prazer.” E dentro da sessão de coach, na terceira sessão, ela descobriu. E aí, ela se desenvolveu e está muito feliz. É uma questão das pessoas, Vini, elas não sabem o quê querem, a realidade é essa.

Vini: Mas quem está em casa agora deve estar assim: “Eu quero um coach na minha vida. Eu quero um coach pra chamar de meu.” Mas quanto custa isso, Valtinho? Muita gente deve estar em casa preocupado, pois deve custar uma fortuna, ou não?

VR: Então, é, vamo lá, hoje, se você for fazer uma sessão de coach, com um coach que esteja iniciando, o custo parte de R$150,00, com um life coach, podendo chegar a R$500,00. E se você pegar um coach já executivo, que trabalhe com ferramentas voltadas para uma empresa, como você havia perguntado, ele o custo parte de R$500,00, e o céu é o limite. E eu posso te assegurar que esses profissionais, que estão nesse nível, estão com as agendas lotadas para os próximos meses, sem dúvida. É uma demanda que chega a ser assustadora, porque esse profissional não existia no Brasil. Se falarmos dos Estados Unidos, saiu recentemente, na revista VEJA, que foram gerados 2 bilhões de dólares, apenas no setor de coach no país.

Vini: Mas então, não é tão caro para quem precisa de um coach, mas você não acha que corre o risco de, como em diversas outras áreas, aparecerem muitos oportunistas se aproveitando? E como a gente identifica o oportunista? Ajuda a gente aí, vamo lá…

VR: A primeira coisa que você tem que fazer é ver a formação dele, verifique se a instituição em que ele foi formado é uma instituição que trata o coach de forma genuína. Porque muitas pessoas estão pegando o coach, colocando uma pitada de motivação e vendendo o produto. Não quero dizer que não é um produto bom, mas não é coaching. Então isso é importante. Verifique se ele tem um site, veja quantas horas de atendimento ele tem, quem ele atendeu, os resultados que ele teve. Geralmente, Vini, um bom coach não precisa fazer divulgação. Você faz um bom trabalho com um cliente e ele automaticamente, no ciclo de relacionamento dele, divulga você.

Vini: Antes de eu pedir que você deixe sua mensagem, já teve gente que veio atrás de você achando que você era o “Hitch, o conselheiro amoroso”? Queria que você arrumasse mulher, homem? Já teve isso? Desesperados: “Meu casamento tá acabando!” Já teve isso também?

VR: Sem dúvida. A gente viu que na sessão de coach ele tava travado numa situação que teria que ser ele a resolver. A gente não consegue resolver o problema do cliente. Às vezes é engraçado, Vini, que as pessoas acreditam que em situações como um empresário: “Ah, eu vou procurar um coach porque ele vai me dar a direção certa.” Esqueça, não é isso. “Eu vou lá porque ele vai me dizer onde investir meu dinheiro”, isso é consultor…

Vini: Consultor financeiro. Procure um corretor da bolsa, né?

VR: Exatamente. Então, a gente não tem as respostas, pelo contrário, a gente tem que encontrar as respostas junto com aquele cliente. Pense que o coach vai te direcionar. Como você falou, às vezes a pessoa tá com um problema e quer que a gente arrume um namorado: “Ah, eu não consigo arrumar um namorado.” Sim, acontece.

Vini: Tinder tá aí pra isso, né, gente? (risos)

VR: Fico muito honrado por esse convite. Eu queria dizer a todos que estão nos assistindo que: se você quer resultados diferentes, você tem que fazer algo diferente. Se você ficar parado, você não vai ter outros resultados. E você pode mais, o que te trouxe até aqui, não te leva até ali, é preciso algo mais. E eu posso lhe ajudar. Acesse lá o meu site, veja os clientes com quem trabalhei. O site é www.valterrodrigocoach.com.br, ou acesse meu Instagram, que é @valterrodrigocoach, lá tem todas as informações, tem os meus contatos, vai ser um prazer te ajudar a alcançar os seus resultados.

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